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domingo, 6 de março de 2011

Off Road → O que faz um verdadeiro 4x4


O primeiro veículo fora de estrada foi apresentado em 1910, de lá para cá muita coisa evoluiu. O conceito de carro forte e simples ainda é visto como primordial para algumas marcas, outras apostam no conforto. Mas a alma de um verdadeiro off-road permanece: na coluna de hoje você vai encontrar um pouco daquilo que realmente faz um verdadeiro veículo off-road!

4x4
Poderíamos dizer que a tração nas quatro rodas é a grande arma do off-road. Alguns modelos possuem a tração integral como é o caso dos Land Rover e Niva. Mas a grande maioria - Willys, Mitsubishi, Toyota, JPX - possuem a tração inserível. A grande vantagem da tração 4x4 mostra-se em pisos escorregadios, lamas, grandes inclinações e alguns obstáculos. Vale lembrar que não é recomendável andar no asfalto seco com a tração ligada. As rodas dianteiras e traseiras não rodam exatamente à mesma velocidade. Em terrenos escorregadios esta diferença acaba sendo compensada, o que não acontece no asfalto.


Roda Livre
Os veículos fora de estrada possuem um mecanismo na tração dianteira chamado roda-livre. Este mecanismo permite desligar completamente o diferencial dianteiro, poupando a mecânica e reduzindo o atrito. Existem dois tipos de roda-livre: manual e automática. A manual possue uma chave, no eixo, com duas posições 4x2 e 4x4 (ou Lock e Free). A automática engata-se quando fizer necessário.

Bloqueio de diferencial
É muito comum na prática do off-road o veículo ficar preso em um obstáculo quando a roda de um lado perde aderência, absorvendo toda a potência do motor, enquanto a outra fica parada. Para isto existe o bloqueio. Ele faz com que a potência do motor seja enviada para a roda que tem maior aderência. Existe basicamenete dois modelos de bloqueio: o bloqueio de anilhas que, quando uma roda ultrapassa um limite de rotação em relação à outra a potência é transmitida à roda que gira mais devagar. O bloqueio tipo Torsen funciona com um sistema de três duplas engrenagens que se controlam entre si. Há ainda o bloqueio de diferencial central que equipa os Land Rover e Niva. Aqui só existe a possibilidade de bloquear o diferencial central, levando a potência ao eixo traseiro ou dianteiro, aquele que tiver maior aderência.


Ângulo de entrada ou ataque
É formado pelo ângulo entre a parte mais saliente à frente do carro e o solo. Quanto maior o ângulo menos problemas você terá ao entrar em uma situação off-road.

Ângulo de saída
O mesmo que o ângulo de ataque, só que na parte traseira do jipe. É comum ver a colocação de acessórios, como reboques, que reduzem este ângulo diminuindo assim a performance do carro.

Suspensão
A suspensão é outro ponto forte dos 4x4. Existe basicamente dois tipos: mola helicoidal e feixe de molas. Hoje os veículos off-road mais elogiados, JPX e Land Rover, possuem suspensão por molas helicoidais. Outros utilizam o modelo por feixe de molas como é o caso dos lendários Willys e do Suzuki Samurai.

Fonte: PlanetaOffRoad

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Off Road: Comprando um Jipe


Comprar um jipe é sempre um exercício de paciência. Tem que se procurar muito, pesquisar, olhar cada detalhe, conversar bem com o proprietário, para evitar problemas depois.
Não vamos aqui falar de coisas óbvias - como ferrugem, vazamentos de óleo e água, escapamento "melado" e fumacento - visto que estes detalhes são facilmente notados.
Como qualquer veículo usado certos cuidados são básicos. Entretanto, por ser um veículo que proporciona usos diversos e inspira a passeios em locais de difícil acesso, sua manutenção é algo que deve ser muito bem feita, ou terá problemas com certeza.
Seja um Samurai, um JPX, um Engesa, um Jeep Willys ou Ford, um Bandeirante, um Niva, um Pajero, um Vitara ou qualquer outro, os principais componentes precisam ser criteriosamente analisados.
Vamos dividir em categorias, para facilitar: primeiro, consideramos o carro parado. Os testes dinâmicos, com o veículo em movimento, serão comentados no final.


Chassis/Carroceria - Boa parte dos jipes ainda usa o conceito chassis + carroceria, pois é um sistema robusto, de fácil manutenção e que permite uma boa variedade de alterações.
Deve-se observar o alinhamento do chassis, procurando por pequenas trincas e soldas. Isso indicará uma provável fadiga de material, o que pode comprometer esse chassis em muito pouco tempo. Os jipes mais antigos com sistema de suspensão baseado em molas semi-elípticas (o famoso feixe de molas) possuem chassis do tipo aberto (perfil em "U"), pois ele é praticamente um componente da suspensão; sendo que em situações críticas ele "torce" para compensar o pouco curso desse sistema. Em jipes com molas helicoidais, o chassis é mais rígido, normalmente fechado, não permitindo torções. Portanto, devemos observar com mais cuidado o chassis "aberto", especialmente nas regiões próximas à fixação das molas e jumelos. É aí onde ocorre a maioria das trincas. Um chassis "fechado", por sua maior rigidez, apresenta menos problemas desse tipo.
Dos jipes construídos no sistema de monobloco, o Niva possui alguns pontos que devem ser observados com cuidado, como o local de fixação da transferência. Devido ao esforço, esse é um ponto onde ocorrem trincas com relativa facilidade. Não que isso seja comum. Uma boa maneira de verificar isso - já que a observação pura e simples pode não revelar nada - é checar se as alavancas de engate do bloqueio de diferencial e de reduzida estão trepidando muito. Isso costuma ser um indício de trincas no monobloco.
As buchas de fixação da carroceria são outro item a ser observado. Originalmente, elas são feitas de borracha, porém atualmente muitos proprietários as substituem por poliuretano, para obter uma maior durabilidade. Porém, isso tem um preço. O poliuretano, por ser um material mais duro que a borracha, transfere mais os esforços e trepidações do chassis para a carroceria, forçando esses pontos a um acentuado esforço, causando muitas vezes trincas que podem estar encobertas pela própria bucha de fixação. Uma boa "balançada" pode revelar rangidos "ocultos".


Suspensão - Além da costumeira "balançadinha" para checar os amortecedores, é muito importante analisar o estado das molas, sejam elas semi-elípticas ou helicoidais.
Se o jipe tiver molas semi-elípticas (feixe de molas), observe a sua curvatura. Se estiver quase reta, com os jumelos abertos, significa que o feixe está "cansado". Muitas vezes apenas uma rearqueada resolve. Por outro lado, lâminas muito arqueadas deixam a suspensão dura. Um meio termo é sempre o melhor. O estado geral das lâminas pode ajudar a definir se vale a pena rearquear ou não. Lâminas muito gastas correm o risco de se partir num esforço maior. As garras que abraçam o feixe devem estas bem ajustadas, sem espaços entre elas e as molas - isso permite jogo no feixe, aumentando o desgaste e os rangidos. Observe os jumelos e as buchas. Algumas necessitam lubrificação e, se estiverem secas, podem estar há muito sem os cuidados necessários, o que, fatalmente irá causar problemas muito em breve. Balance o jipe de lado a lado e verifique se não existe folga nos jumelos. Essas folgas normalmente causam o conhecido "Shimmy" (trepidação do sistema de direção após um buraco ou em velocidades específicas).
Em conjuntos helicoidais, observe se não há marcas entre os elos das molas; isso indica molas cansadas, batendo os elos.
Observe as buchas nos braços e barras da suspensão, e nas bandejas (se houverem).
Verificar os amortecedores é simples. Se não estiverem vazando e estiverem cumprindo seu papel, que é o de amortecer o movimento pendular das molas, tudo bem.
Uma última olhada no alinhamento horizontal geral do carro, para ver se não tem nenhum lado mais alto do que outro e pronto.


Motor - Primeiro abra o capô e observe o aspecto geral do conjunto motriz. Procure por vazamentos. Manchas ferruginosas próximas à bomba d'água e elementos do arrefecimento indicam que está vazando, ou já vazou. Cuidado.
Vazamentos de óleo na parte superior do motor podem indicar apenas uma junta defeituosa. Nada muito complicado, mas pode significar problemas maiores. Observe o conjunto de alimentação (bomba de gasolina, carburador, filtros e mangueiras); vazamentos aí podem ser perigosos. Um carburador com aparência suja, pode indicar pouca manutenção.
Observe junto aos coletores de escape se não tem manchas escuras, que indicam vazamentos de gases. Verifique se os coxins estão em ordem e ligue o motor. Muita fumaça logo de cara pode indicar folga nos anéis. O motor deve se manter em marcha lenta sem engasgar e sem variar de rotação. Acelere forte e escute se sobe de giro de forma constante e se não ocorrem "pipocos" no escapamento, o que indicaria algum furo no sistema de exaustão. A normalização da rotação deve ocorrer suavemente e estabilizar na marcha lenta.
Se tiver servo-freio, pise no pedal e veja se o motor não morre. Ar-condicionado e direção hidráulica também devem ser testadas com o motor em marcha lenta. O motor deve perder um pouco de giro, mas não pode morrer. Acelere lentamente, observando se o giro do motor sobe de forma suave. Se tiver ventoinha elétrica, observe a temperatura da água quando ela começar a funcionar e quando parar. Apure o ouvido e fique atento a "clancs" e "troks-troks".


Transmissão - Comece com uma boa olhada nos diferenciais, câmbio, tração e reduzida, eixos e cardãs à procura de vazamentos. Em carros que não utilizam eixo rígido, observe as coifas das juntas homocinéticas. Uma chacoalhada nos cardãs ajuda a verificar as possíveis folgas. Se tiver roda-livre, acione-a para checar se engata com suavidade. Se possível levante o carro, coloque o engate de tração em neutro e gire uma das rodas com as mãos, checando se o diferencial está em ordem. A roda deve girar um pouco (bem pouco!) até que o diferencial faça uma suave "clunk" e comece a girar o cardã. Faça o mesmo tanto na dianteira quanto na traseira. Na dianteira, lembre-se de engatar as duas rodas-livres antes do teste. Aproveite que as rodas estão no ar e, segurando no ponto mais alto e mais baixo da roda, force-a para frente e para trás. Se ocorrer alguma oscilação, isso indica que existem folga nos rolamentos de roda, que podem estar apenas mal ajustados ou defeituosos.

Direção - A primeira verificação deve ser a folga. Qualquer coisa acima de 1/16 de volta é para se ter cuidado. Observe os pivôs nas barras de direção, barra estabilizadora (se houver) e terminais de roda. Esterce a direção para cada lado checando o número de voltas e se o volante não fica duro. Observe se os pneus não encostam em nenhum ponto da carroceria ou conjunto de suspensão. Verifique o desgaste dos pneus, para detectar algum desalinhamento. Em jipes de eixo dianteiro rígido não existe ajuste de Caster (inclinação das rodas); portanto, se houver um desgaste irregular na banda de rodagem, pode significar algum problema no eixo dianteiro ou nos munhões.


Elétrica - A parte elétrica de um jipe é sempre um ponto crítico. Visto estarem em contato com água e lama e não serem exatamente blindados, os fios e conexões sofrem muito desgaste. Para verificar o estado geral do sistema, começamos por uma inspeção visual. Pontas de fita isolante soltas indicam que a isolação naquele ponto não foi bem feita, ou foi usada fita de baixa qualidade. Em ambos os casos deve ser refeita. Verifique se os fusíveis estão corretamente instalados, acenda todas as luzes e toque a fiação para ver se não há pontos quentes, o que significa mal contato. Se o veículo possuir voltímetro e/ou amperímetro confira seu funcionamento. Com o motor desligado, acenda os faróis e verifique sua intensidade. Dê a partida e veja se o brilho aumenta. Se for uma variação muito grande, a bateria pode estar com problemas, ou o alternador não a está carregando corretamente.
O motor de arranque é outro ponto a ser cuidadosamente verificado pois fica muito exposto à lama e água.
Pequenos problemas elétricos não necessariamente invalidam uma compra, pois são de fácil solução. Mas quando observados, permitem uma negociação no preço.


Freios - Cuidados extras devem ser tomados com este sistema pois um jipe é sempre um veículo pesado e quando os freios falham o estrago é maior, especialmente no Porshe à sua frente...
Muitos proprietários têm adaptado sistemas de freios à disco na dianteira, para melhorar a segurança. Atitude correta e louvável, mas que deve ser muito bem feita.
Se esse for o caso, verifique se foi usado um kit de adaptação pré-existente, ou se foi feita alguma adaptação de outro veículo. Muitas vezes o sistema é superestimado e o veículo passa a travar as rodas com relativa facilidade. Uma olhada nas pastilhas e discos para ver se não há desgastes irregulares, uma "bombadinha" no pedal para ver se ele está firme (e não duro) e vá testar rodando. Escolha uma rua reta, mais lisa possível e com pouco trânsito. Rode um pouco e freie forte, para sentir se não "puxa" para os lados e se não trava as rodas.

Finalmente, procure obter o maior número de informações possíveis de tudo o que foi feito no veículo. Se houver alguma adaptação, pergunte como ou por quem foi feita e de qual veículo se originaram as peças. Isso ajudará bastante na hora de alguma troca ou para fazer a manutenção.

Fonte: UOR - Universo Off Road

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Off-Road: Dicas de direção


Conheça aqui algumas dicas de direção em cada terreno Off-road.


███████ Lama ███████

Ao se aproximar de um terreno inconsistente e enlameado deve-se aumentar a velocidade em marcha baixa (segunda ou terceira) e evitar acelerações exageradas que possam causar a patinagem do veículo. Dirigir muito rápido em tais condições pode gerar derrapagens e perda de controle. Porém, dirigindo muito devagar, você não estará utilizando o torque ideal do motor, prejudicando a tração e conseqüentemente perdendo velocidade.
Em plena lama, as condições mais difíceis estão onde o terreno forma sulcos e buracos profundos. Nestas situações é aconselhável acelerar com pequenos solavancos evitando assim a falta de tração no barro que reduz a velocidade e provavelmente fará seu veículo atolar. Dirigir nos sulcos variando as acelerações e movendo o volante de um lado para o outro possibilitará que os pneus tenham uma maior tração evitando patinagens. Nunca tente esterçar para fora dos sulcos, deixando o volante solto. Sempre que possível verifique se os pára-lamas não estão cobertos por lama, pois isto não permitirá que o pneu elimine a lama de sua banda de rodagem.


███████ Rocha ███████

A habilidade na condução do veículo em terreno rochoso está em manter-se no nível mais alto possível da região que se esta atravessando. A força de torção é mais importante que a potência quando se percorre uma inclinação rochosa. Por isso, manter-se em primeira ou segunda marcha com uma relação baixa é a melhor coisa. Sempre utilizar velocidade alta para evitar que os pneus patinem.


███████ Areia ███████

Em situações com areia não compactada utilize uma relação 4x4 alta, o que lhe permitirá manter uma velocidade constante; porém, caso o veículo atole, utilize uma relação mais baixa. A areia não compactada e macia reduz muito a tração prejudicando a performance do veículo. Tenha em mente que velocidade contínua é sempre a melhor saída para este tipo de dificuldade.


███████ Água ███████

Quando se tem que enfrentar a água é importante que as parte elétricas estejam bem protegidas. Uma boa idéia é aplicar uma graxa à base de silicone nas partes vulneráveis.
Lembre-se:
▪ antes de atravessar riachos é importante inspecionar o percurso;
▪ um rio com corrente forte é sinal de água não lamacenta; corrente fraca pode implicar limo macio e profundo;
▪ verificar a profundidade d'água e a presença de limo com uma pá ou qualquer coisa semelhante;
▪ certificar-se se não existem buracos ou rochas grandes que possam ser obstáculos para a travessia;
▪ observar atentamente a margem de entrada e de saída do rio.
Em alguns casos é interessante afrouxar a correia da hélice, evitando que a mesma trabalhe forçada pela água, o que pode danificá-la. Para se atravessar trechos alagados ou riachos deve-se sempre utilizar velocidade baixa e segunda marcha. Se no momento da travessia criar-se uma onda em frente ao veículo, isto significa que a água diante deste é mais profunda. É importante ressaltar que neste momento cria-se um vão entre a onda e o veículo que serve como passagem para este, evitando que a água atinja frontalmente o motor. Aumentando a velocidade, a onda frontal se quebrará sobre o capo, anulando este efeito.
▪Logo após ter saído d'água, deve-se sempre manter, por um pequeno período, o pedal de freio levemente pressionado com a finalidade de restaurar a eficiência dos freios;
▪ verificar que o radiador esteja livre de lama e folhas e, obviamente, assegurar-se de que os pneus não foram danificados no momento da travessia.


E mais...

▪ Em buracos ▪

Evite forçar o jipe. Procure sempre a melhor passagem quando deparar com buracos e erosões. Não ande por dentro de rastros fundos, pois o diferencial poderá ficar preso. Aproveite os pequenos barrancos que se formam nas laterais da trilha para nivelar o jipe.

▪ Em descidas fortes ▪

Use sempre a primeira marcha reduzida. Deixe o veículo descer sem acelerar. Não freie, pois poderá perder aderência e capotar. O freio-motor é mais eficiente nestes casos. Se sentir que o veículo está perdendo aderência, acelere levemente.

▪ Em subidas fortes ▪

Não acelere forte. Suba com calma, acelerando levemente para o veículo não patinar. Se puder entrar embalado com 2ª ou 3ª reduzida, melhor. Não use 1ª reduzida pois assim perderá o embalo e forçará muito o motor.

Fique atento ás dicas e Boa Viagem !

Fonte: Universo Off-Road

segunda-feira, 8 de março de 2010

Off Road: Viagem em Comboio !

... Atenção e Segurança

Viajar em grupo é sempre divertido e sinônimo de segurança. Sempre se tem alguém para ajudar e todos chegam ao destino e voltam para casa juntos.


Para se organizar um comboio é interessante, sempre que possível, fazer uma triagem e colocar os veículos lentos na frente. Isso vai deixar os modelos mais velozes no final do comboio, e quando a dianteira ganhar alguma velocidade, eles terão condições de acelerar e chegar perto do grupo da frente com facilidade. Deixar os veículos mais lentos no meio, ou final da fila pode obrigá-los a acelerar até seu limite quando a dianteira ganhar velocidade, o que ocorre com bastante freqüência durante o deslocamento, mesmo que o carro guia tente andar em baixa velocidade. Com a dificuldade de acompanhar o ritmo dos veículos mais novos e velozes, o temor de ser deixado para trás pode acarretar erros de trajeto, de condução ou pior, um acidente.


Em estradas de terra, mantenha a velocidade compatível com o trecho, e uma distância segura do veículo da frente, pois a proximidade pode dificultar uma freada brusca, quando o companheiro da frente pára repentinamente. Em trilhas fechadas evite a proximidade excessiva com o veículo da frente, pois ele poderá parar bruscamente em uma descida mais lisa e você pode não conseguir frear a tempo, deslizando de encontro a ele. O mesmo vale para uma subida escorregadia. Aguarde que o colega conclua a manobra e só então siga adiante.


Ao guia, que segue na dianteira, todo o cuidado com veículos que vêm em sentido contrário, eles sempre aparecem de repente, no meio de uma curva fechada e geralmente quando se está em um trecho mais estreito da estrada. Se os veículos estiverem equipados com radiocomunicação, otimizem o uso priorizando o canal para que o carro guia informe as condições lá da frente, como o cruzamento com veículos em sentido contrário e mudanças de direção em cruzamentos sem sinalização. Cuidado também com a poeira, mantendo a maior distância possível do veículo da frente, para evitar uma colisão por falta de visibilidade e ainda “comer” todo o pó que ele estiver espalhando.

Preocupação com os outros - Outra regra importante é manter em seu campo de visão o veículo que segue atrás, e assim sucessivamente. Caso ele pare por qualquer motivo, você vê e pára, e o veículo da frente também irá parar, pois você parou. Desta forma todos se mantêm unidos.


Em estradas repletas de bifurcações e sem radiocomunicação é muito fácil se desgarrar do grupo, tomando um rumo errado e atrasando o deslocamento de todos. Para resolver isto é só você sinalizar com a seta e parar em cada mudança de trajeto, até que o carro de trás lhe veja, você segue, e então será a vez dele sinalizar e esperar até o colega de trás ver a mudança, e assim sucessivamente.

É perfeitamente previsível que algum veículo tenha que parar por uma infinidade de motivos, como um pneu furado, um defeito mecânico ou algum outro motivo inesperado, e seguindo estas regras simples ninguém fica para trás. Boas trilhas!

Fonte: Webventure Uol

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Off Road: Vocabulário 4x4 !


Os utilitários esportivos são carros desejados por muita gente. Também é um segmento em crescimento constante no país, mas diversos proprietários de veículos com tração nas quatro rodas nem imaginam os recursos disponíveis em seus 4X4. A finalidade da tração integral é aumentar a capacidade de tração do veículo em condições de piso com baixa aderência, como a lama, por exemplo. Para não ficar por fora do assunto elaboramos um guia com o sentido de algumas das expressões mais utilizadas para esse segmento de veículos.

4WD
Vem do termo em inglês ‘Four Wheel Drive’, que indica os carros equipados com tração nas quatro rodas.

Active Trac
É a determinação utilizada em alguns modelos da marca Mitsubishi para o sistema de tração 4x4.

Altura
É a medida do veículo em relação ao solo. Serve para o condutor saber o tipo de obstáculos que o carro pode transpor. Quanto maior a altura do chão, maior será o desempenho fora de estrada.

Ângulo de Ataque
É a medida que determina a capacidade do veículo para enfrentar um obstáculo, como um barranco, por exemplo, sem tocar algo na dianteira, seja a suspensão ou mesmo o para-choque.

Ângulo de Saída
É a medida no momento de sair do obstáculo. Nesse caso a medida determina a capacidade de transpor obstáculos sem tocar o chassi ou o para-choque traseiro.


Caixa de Transferência
A caixa de transferências repassa a tração da transmissão para os eixos cardã frontais e traseiros que repassam os movimentos para os eixos. Também tem duas relações de marchas que servem para todas as marchas do câmbio. Um câmbio automático de quatro velocidades oferece, por exemplo, oito marchas para frente e duas relações de marchas para trás com uma caixa de transferência. A primeira relação é normal, como um carro de rua. Já a segunda também é conhecida por reduzida e é indicada para condições off-road. A diferença é basicamente o aumento de torque nas rodas.

Cardã
Um veículo 4X4 conta com dois eixos cardã, sendo um para a dianteira e outro para traseira. Trata-se de um pequeno eixo que transfere a rotação do câmbio – proveniente do motor - para o eixo onde estão as rodas.

Eixo Rígido
Trata-se de um tipo de suspensão em que as rodas estão em um eixo fixo. Geralmente equipa jipes (quatro rodas) e picapes nas rodas traseiras. É um modelo de suspensão mais antigo e em razão disso é mais robusto, porém limita o desempenho fora de estrada, uma vez que a movimentação do eixo encontra limites.

Facão
É a marca por onde passam as rodas na estrada de terra, geralmente quando as marcas estão profundas e forma-se um calombo no meio da estradinha.

Inclinação Lateral
Essa medida indica a capacidade de o veículo percorrer um trecho inclinado sem tombar. O número obtido é a capacidade máxima, ou seja, se ultrapassar esse ângulo o carro perde o contato com o solo.


Peso em Ordem de Marcha
É o peso de um automóvel usado como referência na indústria automotiva. Para chegar a essa medida, a situação é obtida quando se coloca o carro pronto para iniciar uma viagem, com o tanque de combustível cheio e o nível de todos os líquidos no ponto máximo. Além disso, deve estar posicionados corretamente o estepe com a calibragem certa, macaco e ferramentas originais que acompanham o veículo, como por exemplo, a chave de rodas.

Profundidade Máxima
Indica a capacidade do automóvel para enfrentar travessias de trechos alagados sem que as partes vitais do motor e da parte elétrica sejam atingidas.

Rampa Máxima
É a capacidade do veículo em enfrentar uma rampa, sem que o motor titubeie ou sem virar para trás.

Quadra-Trac
Trata-se de uma caixa de transferência com um diferencial central de acoplamento viscoso, em que o torque do motor é transmitido para o eixo dianteiro somente se existir uma grande diferença de velocidade entre os eixos dianteiro e traseiro. Esse diferencial central pode ser bloqueado ao se aplicar a reduzida.


Roda Livre
É um sistema que destrava as rodas dianteiras do sistema 4X4. Sem o contato com a transmissão é possível reduzir o desgaste das peças, além de otimizar o consumo de combustível. Pode ser automático ou manual. Esse último é preciso virar uma chave no cubo de roda para que a tração funcione corretamente.

Select Traction
Trata-se de um sistema de bloqueio das rodas. Se uma roda gira em falso a força de tração vai para a roda em contato com o solo.

Snorkel
Tem a mesma finalidade que o equipamento de mergulho. Serve como uma tomada de ar elevada para que o veículo possa transpor alagamentos e rios mais profundos.


Suspensão Independente
É a suspensão mais evoluída. Diferentemente do eixo rígido, na suspensão independente cada roda tem seu próprio curso, porém é um sistema mais frágil.

Tração Integral
É o tipo de tração em que o carro conta com tração nas quatro rodas permanentemente. Exemplos de veículos com esse sistema são o Subaru Impreza e o Land Rover Defender.

Tração Positiva
Também pode ser conhecido por positraction e identifica um mecanismo que pode bloquear parte da força na roda que patina. É uma forma de aplicar à roda a tração necessária e desse modo evitar que gire em falso.